Xandi explica

Xandi Fontes, responsável pela organização da etapa brasileira do WSL, que será realizada na Barra da Tijuca em maio, responde minha matéria “A Vaga”, me corrigindo e tirando dúvidas em relacão a escolha dos convidados para o Oi Rio Surf Pro. Abaixo sua explicação:

“A regra está atualizada (última atualização início de Março de 2016) e é clara! Artigo 14: Wildcards: 14.01 Segundo o Artigo 14.02, para cada Temporada de Surf em Eventos do CT: (a) 2 (Masculino) / 1 (Feminino) Wildcard(s) devem ser escolhidos pelo Comissariado para a Temporada de Surf (Wildcards de Temporada). Os Wildcards de Temporada receberão pontos durante toda Temporada de Surf; e (b) 2 (Masculino) / 1 (Feminino) Wildcard(s) devem ser escolhidos pelo Comissariado para cada Evento (Wildcard de Evento). Os Wildcards de Evento receberão pontos de CT. 14.02 Todos os Wildcards que competem em Eventos da WSL devem assinar o Contrato dos Surfistas da WSL e estarão sempre sujeitos à aprovação do Comissariado. Explicando melhor: no masculino – Top 32 + 4 convidados = 36 competidores. Dos 4 convidados 2 vagas são dadas pela WSL Internacional para os atletas que não se classificaram por contusão (anual) e as outras duas vagas restantes  são indicadas pelo WSL Commissioner’s Office (Comissariado), o qual não faço parte, para cada evento, ou seja, estas vagas podem trocar de evento para evento! No caso do CT do Brasil uma dessas vagas foi repassada para a WSL South America, que assim como nos anos anteriores, destinou está única vaga para a Federação Estadual de surf – FESERJ, que neste ano decidiu fazer uma triagem local.”

Na explanação acima, Xandi deixa claro que não tem nada a ver com a escolha dos convidados. Nestes meus 35 anos de surf dentro e fora d’água, sei que a política interna age forte para que os interesses de organizadores, patrocinadores e a própria ASP, no caso agora a WSL, vão de acordo com o que seja melhor para eles e, nem sempre, para o esporte em si. Digo que o responsável pela escolha do outro convidado terá, na minha humilde opinião, um ato covarde e sem bom senso se não chamar o atual campeão brasileiro de surf profissional Bino Lopes. A FESERJ pode ter sido corporativista no seu direito de escolha mas está sofrendo as consequências encarando de frente sua decisão. Qua apareça o gênio, ou gênios, que farão o segundo convite, e tal qual a entidade carioca, que de, ou dêem, a cara a tapa.

Como disse antes, o que falta nesta polêmica toda é transparência. Afinal, boa parte do dinheiro que está sendo usado há tanto tempo neste evento vem do meu, do seu, do nosso bolso carioca.

 

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5 Responses

  1. arnaldo campello spyer 8 de abril de 2016 / 15:08

    Obrigado pela menção no ” A Vaga” , mas o Hang Loose foi feito somente pelo Flavio . Quando ao alinhamento de uma nova fase , séria e em prol do esporte , fomos realmente “culpados” eu assumo . Xandi era nosso juiz e hj está ai dando sequencia ao trabalho !

    Mas nem fala em triagem de evento da ASP ou WSL ( saudades de falar ASP , é mais fácil !) . Foi por conta de uma triagem desse evento carioca …..como é complicado o meu Rio de Janeiro ! que eu pedi meu boné e desembarquei dessa onda …..Era uma briga que não era minha….e Os top 30 da recém fundada ABRASB ( 1987 ) não poderiam participar , pois não tinha o piso de premiação ;;;;A queda de braço foi feita e alguns nomes acabaram perdendo a condição de top , pois tiveram que correr triagem do Sea Club com dupla premiação da ultima etapa da Joaquina , lembra disso ? foi em 1990 , muito antigamente !!!! kkkk Muitos deles perderam a condição de top e acabaram abreviando o fim de carreira Eu fui contra a punição e me retirei do cenário , pois como diretor técnico da ABRASP ,via nessa triagem uma forma de incentivo técnico que só vinha a somar , essa era a minha onda ! eu queria ver a evolução técnica ! A Abrasp era mais poderosa na época….e o Flavio era a ASP ….O livro foi seguido e minha tese foi rejeitada por unanimidade , os punidos botaram o rabo entre as pernas e fiquei sozinho , botei o Gadelha no meu lugar , pois era o nome mais indicado para o cargo….. …..Hj entendo a situação da FESERJ , levando-se em conta o pouco peso da ABRASP nesse momento . A WSL está forte e não se mete nessa briga…..Abção saudades

    • Guaraná 8 de abril de 2016 / 19:51

      Muita coisa aconteceu, de forma amadora, mas sempre em prol do esporte na busca da evolução. Palmas para todos os que participaram, inclusive vc e o Xandi. Acho que o objetivo desta polêmica toda é que as coisas sejam transparentes, ainda mais no momento político que estamos vivendo no Brasil.

      • arnaldo campello spyer 9 de abril de 2016 / 15:40

        Nesse caso não teve nada de amadorismo, Flavio ( rep da ASP na época) não tava nem ai para as regras da ABRASP . E acabou rolando esse estresse …Depois disso eu sai e o Flavio acabou saindo mais tarde tb

  2. Bruno 8 de abril de 2016 / 20:25

    Guaraná,
    Primeiramente, gostaria de elogiar o blog, pois está muito bem elaborado, trazendo verdadeiros debates, que muito tem a acrescentar para o cenário do surf nacional… e também concordo quando você diz: “Acho que o objetivo desta polêmica toda é que as coisas sejam transparentes, ainda mais no momento político que estamos vivendo no Brasil.”, eu acho que é bem por ai mesmo, a gente reclama tanto dos nossos políticos em Brasília, por favorecimentos, doações de cargos por troca de interesses e vendo acontecer a mesma “imundice” de Brasília no nosso esporte é muito triste, acho que ainda dá tempo de consertar essa confusão e ser for melhor para todos, que seja feita esta alteração a partir do próximo ano, com uma maior TRANSPARÊNCIA… o surf brasileiro agradece!!!!

  3. Marcio Arjones 8 de abril de 2016 / 23:41

    A questão está no respeito ao esporte no país e sua autonomia, se preferir, soberania. A estrutura da WSL hoje passa por cima das entidades nacionais. Em países onde não há um circuito local, nacional, isso pode passar batido. Mas no Brasil ele existe. 29 anos de campeões. E isso não pode ser desconsiderado. Os caras celebram cinquenta e tantos anos de campeonato em Bell’s Beach, mas querem passar por cima das tradições de um circuito nacional, como o existente aqui. Imperialismo no surf. Neocolonialismo mesmo. a ideia é de controle do esporte e, neste movimento, reconhecer o Campeão Brasileiro não está na agenda. Até aí, tudo muito coerente, considerando os objetivos e o modelo de negócio da WSL. Mas ver o silêncio das entidades gestoras do esporte é de lascar. E o esporte perde. Porque seus representantes deixam passar a oportunidade de reafirmar a força e importância do circuito brasileiro, através da defesa de seu campeão. Era para estarmos vendo os dirigentes da ABRASP e da CBS comprando esta briga.

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