Todos no mesmo barco

 

O surf passou a ter mais destaque e reconhecimento, com a possibilidade do título mundial de Gabriel Medina. Passamos a viver um momento especial do esporte, onde somos uma potência mundial, com possibilidades de crescimento ainda maior. Nossos atletas profissionais que disputam o circuito têm colocado o Brasil neste nível, sem falar nos freesurfers, que têm contribuído muito para que isto ocorra também.

Ao mesmo tempo, o mercado nacional de fabricação de pranchas também tem crescido junto, com bons shapers, fabricantes e companhias de laminação, por vários estados do país, produzindo pranchas com um alto padrão de qualidade e performance. Somos bem vistos e aceitos em vários países. Porém, no mercado interno somos pouco valorizados, mesmo não deixando nada a desejar aos shapers estrangeiros. Temos uma tecnologia de ponta, usando as melhores máquinas de shape, podendo fazer pranchas no mesmo nível das pranchas importadas. Porém, o nosso produto ainda não é valorizado conforme deveria por parte dos alguns surfistas brasileiros, que procuram mais o trabalho gringo. Sem dúvida eles têm um ótimo produto, mas é importante que nossos atletas acreditem que somos capazes de fazer algo tão bom ou melhor. Sem atletas de ponta usando pranchas nacionais não conseguiremos evoluir como poderiamos. Estamos no mesmo barco na procura pela evolução, e deveríamos nos unir.

Sei que o pensamento dos atletas é ter o melhor equipamento possível, mas o trabalho de curto prazo nem sempre dá certo. O casamento de shaper e atleta precisa de tempo para dar bons frutos e resultados. Raoni Monteiro e Jadson André são dois bons exemplos. Atletas do tour que usam pranchas do renomado Ricardo Martins. Um trabalho de longo prazo que deu certo.

Jadson André venceu a etapa de Portugal com prancha nacional. Foto:ASP

Jadson André venceu a etapa de Portugal com prancha nacional. Foto:ASP

Esse momento mágico que o surf brasileiro está passando, com os resultados expressivos de nossos atletas no cenário mundial, poderia ser uma oportunidade de colocar o Brasil como uma potência mundial de surf, em todos os sentidos. Aloha

Fernando Dornel

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