Saquarema Prime ou WCT?

Nos últimos anos temos observado que os eventos WCT Rio e Saquarema Prime vêm sendo marcados em sequência no calendário da ASP.

O fato de as ondas do Postinho e do Arpoador ainda não terem mostrado a constância e a perfeição das ondas clássicas e potentes da praia de Itaúna faz com que muitos se perguntem por que o WCT não rola no “Maracanã” do surf brasileiro.

Foto: Pedro Monteiro

Foto: Pedro Monteiro

Realmente, as ondas de Itaúna nesses anos de competição têm impressionado a todos que acompanham as etapas do tour. Porém, vamos à realidade dos fatos.

Primeiro: a prefeitura do Rio banca boa parte do WCT nas águas cariocas, cifra que gira em torno de R$ 4.000.000,00.

Segundo: a cidade oferece condições superiores às de Saquarema no que diz respeito à qualidade da transmissão da internet, o que certamente é levado em consideração. Neste ponto, há quem possa contra argumentar: “Mas se no Taiti a ASP consegue fazer uma boa transmissão, por que não consegue fazer em Saquarema?” Conseguir, eles conseguem, mas a um custo bem maior do que no Rio de Janeiro.

Terceiro: a quantidade de acomodações, restaurantes e opções de serviços que a capital do Estado oferece é maior. Hoje, o evento tem um número muito grande de pessoas envolvidas, o que requer uma estrutura mais sólida para tudo dar certo.

Quarto: a Copa do Mundo e as Olimpíadas trouxeram um glamour maior ao Rio. A cidade virou foco da atenção mundial. É compreensível que a ASP tenha achado interessante trazer a sua etapa brasileira para esse centro de atenção.

Longas esquerdas de Itaúna foto: Pedro Monteiro

Longas esquerdas de Itaúna foto: Pedro Monteiro

Na minha opinião, Saquarema seria o local mais apropriado para a competição, até porque o slogan do circuito mundial (o dream tour) é “os melhores surfistas nas melhores ondas.” Mas, por todos os motivos que já citei, compreendo a decisão tomada pela ASP.

Foto: Daniel Smorigo

Foto: Daniel Smorigo

Enquanto escrevo o texto acompanho as baterias do Saquarema Prime pela internet. As ondas de Itaúna têm sua magia própria… As lembranças de Andy Irons, que em 5 minutos tirou as notas 9.75 e 9.0 com dois tubaços na última etapa do WCT, realizada na simpática cidade do norte fluminense, levam-me à certeza de que o local seria muito melhor para a competição… Mas quem iria bancar esta festa?

Fonte: Internet

Fonte: Internet

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