Novo filme de John John Florence: View from a Blue Moon

 

Capa do filme. Divulgação.

Capa do filme. Divulgação.

Você sabia que JJF aprendeu a pilotar avião antes de tirar sua primeira habilitação? E que tem um barco a vela? Apesar de ser um filme sobre a vida de um surfista que foi nascido e criado nas areias do North Shore, isso é o máximo da vida intima que o filme revela sobre JJF. Fora isso, você irá assistir um material cinematográfico de surfe de qualidade inédita inteiramente captado em 4k.

Começar um filme em pleno ano 2015 com uma música do Jack Johnson seria algo impensável. Incluir ondas brasileiras seria algo impensável. Ter um secret vídeo do Bruce Irons seria algo impensável. O filme VFABM para quem ainda não viu é algo impensável. Hoje, o filme de surfe mais criativo já produzido. Além da genialidade do ator principal, o diretor Blake Vincent Kueny se uniu com a produtora Brain Farm, famosa por super produções de snowboard, para com uma linguagem única, construir um projeto digno de atingir o mainstream.

O filme começa mostrando a infância de JJF no Hawaii com narração ala Endless Summer. Imagens subaquáticas ilustram a família Florence e sua turma em habitat natural. Surfe e lifestyle dão uma prévia do que estar por vir. Encantamento.

Foram usados 6 helicópteros em 6 locações diferentes durante a produção do filme. Foto: Specker

Foram usados 6 helicópteros em 6 locações diferentes durante a produção do filme. Foto: Specker

Depois uma seleção de ondas na Polinésia mostram a disposição e capacidade de leitura de tubo diferenciada de JJF e alguns amigos. Aqui Kueny faz o igual parecer diferente. As mesmas ondas clássicas de sempre mas com um olhar diferenciado. E claro não poderia deixar de fechar o segmento com o tubo do ano de Nathan Florence. Este, é claro, recebe um grande destaque em todo o filme.

Em seguida JJF manda um whats app para Mat Meolla e Albee Layer e vão todos para Oeste Australiano. Cangurus pulando cercas, ondas mexidas, fotografia diferenciada, tubos duplos. Surfe aéreo de alta performance.

África do Sul como nunca antes visto. Cinematografia nível Nat Geo. Ondas perfeitas e desertas. JJF e Jordy Smith detonando em ondas das mais variadas. Tomadas áreas de perder o fôlego. Ineditismo.

Brasil visto por um gringo. A “beleza” da pobreza e o contraste com a natureza exuberante. Cliché muito bem editado. Ao contrário das marolas que surfaram na Ilha Grande, o lado relax e despojado de JJF e Felipe Toledo, se sentindo em casa, são o grande diferencial dessa parte. Surfe aéreo em ondas ruins com um cenário lindo. Dá orgulho de ser brasileiro.

Próxima sessão é a releitura dos filmes The Search. Sem citar o local exato JJF e amigos surfam tubos insólitos em paisagens mágicas e água fria. A trilha sonora deixa a dica de onde pode ser. O que importa é que a linha cinematográfica segue um caminho transversal a mesmice do mercado atual e liga perfeitamente com gran finale nas palavras de JJF dizendo algo do gênero: “não importa onde eu vá, sempre sonho com Pipeline”. Corte para ultima e mais incrível parte.

O diretor Kueny e JJF em casa durante as filmagens no North Shore de Oahu. Foto: Barash

O diretor Kueny e JJF em casa durante as filmagens no North Shore de Oahu. Foto: Barash

O North Shore. Fast and Loose, como diz a musica da banda Motorhead. Novamente trilha sonora bem aplicada. JJF e sua galerinha chegando na praia filmado de drone é a dica para o show de surfe. Boas ondas dos melhores locais em dias clássicos filmados durante dois invernos. JJF abstrato. Em casa, na ciclovia, batidinha na raiz da árvore, skatepark, no barco a vela, no avião, cachoeira, baleias, JJF na maior da série. Surfe mais high performance já filmado no Havaí. Muito bem editado. Vale a pena ver. Recomendo. Ah, o secret video do Bruce? Estilo super herói.

JJF em ação. Foto:Divulgação

JJF em ação. Foto:Divulgação

 

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