A espera acabou

O início de ano começa com grandes expectativas para os brasileiros no circuito mundial de surfe profissional. Depois da ressaca de comemorações pelo título de Gabriel Medina, todo e qualquer cidadão tupiniquim chega com peito estufado nas discussões de bares, rodinhas de praia e imagina o blablabla nos picos de surfe pelo mundo a fora. Agora somos os melhores. Jean da Silva reforçou o discurso após passar sua bateria no Australian Open of Surfing. O brazuca citou a conquista de Medina e a consequente euforia de confiança gerada em todos atletas e não atletas pela façanha.

A expectativa é grande porque com as mudanças da ASP para WSL, vários pontos foram desenvolvidos para trazer a experiência do surfe competitivo para o cliente surfe com mais veracidade. O cliente surfe é você aí sentado atrás do computador lendo isso. Você consome surfe e faz a roda girar. Tudo bem que a roda aqui no Brasil anda meio furada, mas a roda que exportamos está rodando perfeitamente. Digo, só para os estrangeiros e mercado participante da elite mundial.  Na América do Sul o que se vê são bocas abertas para consumir todo o conteúdo / produtos da WSL. Uma população ávida para torcer por disputas mais acirradas, usando suas bandeiras coloridas a tremular por decisões que beneficiem o seu time, assim como fazem nos esportes coletivos, preferência da massa latina. Para os surfistas daqui, esses ganharam um novo ânimo em geral e arrisco dizer, uma “marra”, quando se identificam em picos fora do país onde tradicionalmente eram mal vistos ou prejulgados. Ainda são e serão por muito tempo, mas agora com mais respeito pois são do país do Medina, o campeão mundial.

Equipe brasileira pronta para a batalha. Foto: Facebook Gabriel Medina

Equipe brasileira pronta para a batalha. Foto: Facebook Gabriel Medina

Esse credito veio quando Medina passou o cartão nos gringos e adquiriu com puro talento o troféu da WSL. Um simbolismo mas que pode ser a mola propulsora de um rolo compressor em linha de produção de outros campeões. Estes dividirão seus méritos por este mercado sedento por vitórias, já abatidos por uma geração sem vitórias, por perdas de grandes nomes e com problemas ecológicos nas praias onde praticam o surfe.

Na espera de um grande ano já ouvi muitos comentários sobre que surfista vai se dar bem aonde e quem são os favoritos. No Brasil acho que o mais esperado é uma segunda vitória do Medina e um melhor desempenho na ocupação de vagas no top 10 da WSL. Talento e disposição não faltam, visto que este ano o Brasil tem o mais preparado time de surfistas para disputa de títulos de todos os tempos. O verdadeiro brazilian storm vai começar a passar agora no campo adversário. Temos desde o crédito do campeão do ano passado, assim como a liderança sabida e acordada sobre o melhor surfista de aéreos do mundo no nome de Felipe Toledo. Sendo assim o resto do grupo usará da experiência das vitórias do Mineiro, com a visão inovadora do novato Italo Ferreira, com a raça de Jadson Andre e as constância de de Wigolly Dantas. Esse mix formará uma camada sólida que acredito ser perfeita no top 10 do circuito mundial.

Especulações a parte, quando a sirene tocar tudo pode mudar de figura e o atleta favorito hoje pode sentir o nervosismo juvenil, e o novato pode ganhar o brilhantismo e sorte de um veterano. As datas já foram marcadas, a mãe natureza deve cooperar como sempre, e os dados serão lançados no tabuleiro marinho que sempre prega peças nos desavisados e premia os preparados. Hoje estamos na frente, mas 2015 teremos muito conteúdo parar digerir e dar a resposta ao mundo, com apoio e suporte maciço pelas rede sociais, onde somos muitos. Os nomes mudaram mas a espera finalmente acabou. Amanhã se  inicia o período de espera  do Quiksilver Pro.Vai Brasil!

Gabriel Medina luta pelo bicampeonato em Snnaper Rocks. Foto: WSL/ Divulgação

Gabriel Medina luta pelo bicampeonato em Snnaper Rocks. Foto: WSL/ Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *