De Olho no Tour – Qual o critério?

O episódio de número 41 do programa “De Olho no Tour” trata sobre a polêmica etapa de Trestles, oitava competição do CT 2016 para os homens e sétima para as mulheres.

Para esse episódio convidamos o juiz de surf Rubens Goulart, que tem mais de 20 anos de experiência, com muitos campeonatos no currículo, incluindo etapas do CT como a de Tresltes, e da França.

Rubens e Marcelo Andrade, também especialista em surf, falam sobre a performance dos atletas e principalmente a respeito dos resultados de algumas baterias, como a de Gabriel Medina e Tanner Gudauskas, que gerou enorme repercussão no mundo do surf.

A apresentação é de Carlos Matias.

De Olho no Tour – Os brasileiros são favoritos em Trestles?

O 40º episódio do programa “De Olho no Tour” tem como tema a etapa de Trestles do CT 2016. Os brasileiros são favoritos na competição?
Essa e outras questões são debatidas pelos especialistas Marcelo Andrade e Marcelo Boscoli, que será comentarista da WSL na transmissão ao vivo desta prova via internet.
Vale lembrar que em 2015 Adriano foi vice e Medina e Filipe ficaram em terceiro.

Assista:
Imagens: WSL e De Olho no Tour.
Edição: Carlos Matias.
Música: Pennywise – As Long As We Can.

De Olho no Tour – Polêmicas a parte, Slater sobrou

As apresentações surreais do maior nome do surf de todos os tempos Kelly Slater em Teahupoo, a bateria espetacular e polêmica entre Medina e John John na semifinal do Billabong Pro Tahiti e como vai ser a briga pelo título mundial até o fim da temporada são os principais assuntos do 39º episódio do programa “De Olho no Tour”.

A apresentação é Carlos Matias e os comentários são dos especialistas Marcelo Andrade e Marcelo Boscoli.

Assista:

Imagens: WSL e De Olho no Tour.
Edição: Carlos Matias.
Música: Pennywise – As Long As We Can.

De Olho no Tour – Medina e John John na caça de Wilko

No 38º episódio do programa “De Olho no Tour” Marcelo Andrade e Marcelo Boscoli falam sobre a etapa taitiana do CT 2016, que acontece entre os próximos dias 19 e 30 de agosto, na bancada sinistra de Teahupoo.

O reforço brasileiro Bruno Santos que venceu a triagem, quem vai fazer mais barulho entre os atletas tupiniquins e a liderança ameaçada de Matt Wilkinson por Gabriel Medina e John John Florence, são alguns dos assuntos do novo episódio que tem apresentação de Carlos Matias.

De Olho no Tour – Não deu zebra nem tubarão na África

A equipe do programa “De Olho no Tour” acaba de lançar o 37º episódio. Dessa vez o tema é o J-Bay Open, sexto evento do CT 2016 que terminou no último sábado com vitória do australiano Mick Fanning, a quarta dele no pico.
O título de Mick, a maneira de surfar do campeão e de outros surfistas na onda de Jeffreys Bay, as polêmicas de julgamento e a luta pelo título mundial são alguns dos temas do episódio apresentado por Carlos Matias que tem as análises de Marcelo Andrade e Marcelo Bôscoli.

Imagens: WSL.
Edição: Carlos Matias.

Surf nas Olimpíadas 2

O Comitê Organizador das Olimpíadas de Tóquio 2020 anunciou a lista final com as propostas de esportes a serem inclusos ao programa olímpico. As modalidades recomendadas foram: beisebol/softbol (contando como uma candidatura conjunta), surfe, skateboard, caratê e escalada. Os evento propostos adicionariam 474 atletas aos Jogos, dentro do limite de 500 competidores estabelecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). No dia 02 de agosto vai ser oficializado a inclusão desses esportes na Olimpíadas de Tóquio.

Escrevi um artigo sobre o Surf nas Olimpíadas dando minha opinião sobre o assunto. Então vamos relembrar o artigo que fiz anteriormente:

“O surf nos Jogos Olímpicos é um sonho de muitos que eu não compartilho. Penso que para alcançarmos este patamar, temos que amadurecer muito.

Não temos uma FIFA, FIBA ou Federação Internacional de Voleibol, para termos uma regulamentação mundial do nosso esporte. A ISA, responsável por nossa regulamentação e filiada ao Comitê Olímpico Internacional, não tem força política e representatividade para tornar isso uma realidade mundial em pouco tempo.

Quantos países têm uma organização razoável, circuitos bem estruturados e entidades fortes? Sei que muitos vão dizer que em outros esportes muitos países também não têm essa estrutura, mas a diferença está nas regras do esporte, que são as mesmas para todos. No surf temos vários tipos de competições e regras, que se ajustam graças ao modelo seguido pela WSL, uma liga com fins lucrativos, que objetiva a evolução do seu trabalho e não a regulamentação do esporte a nível mundial.

Acredito que o surf pode se encaixar melhor em jogos radicais, como X GAMES, onde os esportes estão em níveis de evolução iguais ao nosso. Ainda, todos esses esportes têm similaridades do uso de pranchas e manobras parecidas, igualmente subjetivas, que dariam mais visibilidade e oportunidade de crescimento para o surf. O público alvo é o mesmo e os canais de comunicação também. Não precisamos ser mais um esporte no meio de tantos, com espectadores (e telespectadores) homogeneizados. Temos o diferencial das novas práticas esportivas radicais.

A pouca tradição de ondas em picos fora do eixo do surf, possíveis sedes olímpicas sem ondas e o pouco dinamismo do sistema de transmissão ao vivo para TVs também pesa.

Imagine um dia completamente colado no meio da janela dos Jogos Olímpicos. Ou o simples fato de a data dos jogos ser alterada por causa da época de ondas. O surf é nômade.”

Meu pensamento não mudou muito, mas com a cabeça mais aberta, e alguns novos fatos que surgiram, acredito que pode ser muito benéfico para o esporte fazer parte de algo tão grandioso como as Olimpíadas. Principalmente porque estou vendo que os formatos das competições estão ficando ultrapassados.  Produtos como o WQS, Mundial Pro Jr, ISA Games, Circuito Brasileiro de Surf, Brasileiro Amador, e outros, não atraem mais tantas pessoas. O WCT, e talvez o Circuito Mundial de Ondas Grandes, sejam os eventos com maior visibilidade, e interesse,  do público fissurado pelo esporte. Acho que o WCT teria que fazer alguns ajustes, mas isso é assunto para outra matéria.

As Olimpíadas podem ser uma forma de criar novos ídolos,  fomentando o esporte dentro de países que se destacarem na competição. A falta de circuitos nacionais, em todo o mundo, diminui muito a possibilidade de crescimento do esporte em várias nacionalidades. Os Jogos Olímpicos podem ser o caminho para isso acontecer. Seria a ordem inversa para ocorrer o desenvolvimento do esporte.

Quando fiz meu artigo a piscina do Kelly Slater não estava pronta. Ainda não tinha visto nada igual. O futuro do surf olímpico pode ser em ondas artificiais, principalmente nos países que não tem condições de fazer uma competição em ondas de razoáveis a boas. Seria uma forma da mídia televisiva abraçar de vez as transmissões do esporte. Teriam a certeza de ondas boas, e performances espetaculares, na hora combinada.

O futuro do surf nas Olimpíadas pode ser em piscinas com ondas artificiais.

O futuro do surf nas Olimpíadas pode ser em piscinas com ondas artificiais.

Acho que algo como as Olimpíadas de Inverno seria o ideal para o surf e as outras modalidades de prancha. Escolheriam um lugar com condições para todos os esportes radicais, e o foco seria esse. Mas como isso está fora de cogitação, e longe da nossa realidade, vamos comemorar o surf nas Olimpíadas. Afinal, o esporte vai passar para outro patamar.

 

brasil-garante-quarto-lugar-no-isa-games-panama-foto-rommel-gonzales-130513162352

 

De Olho no Tour – J-Bay sem trauma

A sexta etapa do CT 2016 é o tema do 36º episódio do programa “De Olho no Tour”, que tem análises de Marcelo Andrade e Marcelo Boscoli, além de apresentação de Carlos Matias.

O retorno a África do Sul após o susto com o tubarão na final em 2015 foi certo? Como está a previsão das ondas? O que esperar da participação dos brasileiros e dos gringos? Confira o que os “Marcelos” falam sobre esses assuntos no novo episódio.

Imagens: WSL e RVCA.
Edição: Carlos Matias.
Música: Pennywise – As Long As We Can.

Nordeste anos 80 – Minhas lembranças

Nordeste anos 80.

O programa 80 e Tal, do canal Off, trouxe lembranças maravilhosas para quem viveu naquela época. Fui convidado para ser um dos entrevistados e me senti honrado em contribuir com minhas lembranças para esse projeto. Meu pai era militar, e boa parte dessa década morei em Recife, onde fiz grandes amigos. Com certeza foram os melhores anos da minha vida.

Semana passada fui para Pernambuco relembrar os bons tempos, e cada amigo que encontrava me falava do programa. Perguntavam porque A, B ou C não haviam sido citados no episódio do nordeste. Expliquei que é impossível mostrar em 25 minutos dez anos de história de uma região. Que o intuito do programa é contar um pouco do momento do esporte durante aquela década.

Fiquei pensando nisso por um tempo, imaginando que poderia fazer um texto para falar de figuras e fatos que me marcaram naquele período. Por isso estou aqui rabiscando alguns pensamentos. Claro que fica mais fácil falar de Pernambuco porque foi onde morei.

Algo de extrema importância para o desenvolvimento do esporte no nordeste, foram as fábricas de pranchas. O trabalho realizado por seus donos ajudaram a formar grandes atletas do surf nordestino e brasileiro. Eles patrocinavam e apoiavam os surfistas de seus estados e da região.Posso citar algumas que tiveram grande relevância no cenário nordestino dos anos 80. A Nortão, de Odalto Castro do Ceará; A Radical, de Ronaldo Barreto, do Rio Grande do Norte; A Realce Nordeste, de Rogério e Romulo Bastos; A Magia, de Ricardo Marroquim; E a Arrecifes de Ary e Yalor Araújo, as três últimas de Pernambuco.

Eraldo Gueiros, Carlos Burle, Romulo e Rogério Bastos em cima da van da equipe Realce Nordeste. Foto Instagram Realce

Eraldo Gueiros, Carlos Burle, Rômulo e Rogério Bastos em cima da van da equipe Realce Nordeste. Foto Instagram Realce

Odalto era um dos nomes fortes do Ceará. Foi o primeiro brasileiro a sair em uma capa da Surfing Magazine, surfando em Pipeline, no Havai. Patrocinava os melhores atletas do seu estado. Cesar Picureia, na minha opinião o melhor surfista competitivo do Ceará dos anos 80, era atleta Nortão. Ronaldo Barreto tinha uma equipe de respeito. Suas pranchas eram consideradas mágicas por muitos que usaram. Felipe Dantas, Sérgio Testinha, e Joca Junior devem ter sido seus melhores pilotos de teste da época. Rogério e Romulo tinham muita visão de mercado. Assumiram o posto de prancha líder de vendas no nordeste. A equipe da Realce era muito forte. Só para ter uma ideia dos atletas que usaram suas pranchas na segunda metade da década, Fabio Gouveia, Joca Junior, Sérgio Testinha, Zé Radiola, Eduardo Fernandes, Hilton do Valle, Fred Barros, Carlos Burle, Carlos Pereira, Jojó de Olivença e outros que me fogem a memória. Conseguiram formar um dream team nordestino. Ricardo Marroquim, o Marroca, é um shaper muito bom até hoje. As melhores pranchas que tive na época foram dele. Uma adaptação de uma prancha de Joey Buran foi uma grande evolução para a galera de Pernambuco. Seu irmão Claudio Marroquim, Eraldo Gueiros, Carlos Burle ( antes de sair para a Realce ), Sandro Black, Helio Coutinho, Rogério Soares, Rodrigo Trajano e o próprio Ricardo, arrepiavam por todo o litoral. Ary e Yalor também tinham uma bela equipe. Antônio Carlos, Fabio El Loco, Xuca, Marcelo Loureiro, Ratinho, e Ary, davam um gás nas competições. As pranchas eram shapeadas por Ary e Yalor cuidava do negócio. Encontrei com Ary semana passada e sua prancha me chamou bastante atenção pelo refinamento do seu shape, principalmente nas bordas.

Ricardo Marroquim continua shapeando em alto nível.

Ricardo Marroquim continua shapeando em alto nível.

Um shaper que não posso deixar de falar é Piet Snel. De família holandesa, Piet teve uma importância enorme para a evolução do esporte em Pernambuco. Seu conhecimento e experiência, trazidas de suas viagens pelo mundo, foram de suma importância para a galera local. Foi um dos descobridores de alguns dos picos de fundo de pedra que fazem a diferença hoje em dia. Sua prancha, a Concha Surfboards, sempre foi feita de forma artesanal. Paulo Cristo, André Albuquerque da Universo,  João da Argo,  Júlio Marques da JM , Anderson Ginani da Alamoa, e Suíno, também faziam boas pranchas para a galera.

Mudando de assunto para eventos, três foram de grande importância para o intercâmbio entre o sudeste e o nordeste. O Arrecifes Pro, realizado em Gaibú; O Circuito Realce, que começou com uma triagem no Acaiaca, em Boa Viagem, e terminou em Maracaípe; E o Match Balin, também realizado em Maracaípe . Os dois primeiros trouxeram grandes nomes do Rio de Janeiro para concorrer a pranchas e passagens para o exterior. Em Gaibú, no Arrecifes Pro, Marcelo Bôscoli, do Rio de Janeiro, venceu na Pro, e seu conterrâneo Sergio Noronha no amador. A etapa do Realce foi vencida por Zezito Barbosa, com Daniel Friedmman em segundo, Cauli Rodrigues em terceiro, e Sérgio Testinha em quarto.

Marcelo Bôscoli levantando o troféu do Arrecifes Pro.

Marcelo Bôscoli levantando o troféu do Arrecifes Pro.

 

O Match Balin, em fevereiro de 86, foi um evento grandioso. Talvez o maior realizado antes do Fico, em Salvador, no ano seguinte. A premiação foi muito boa, e surfistas do Rio e São Paulo prestigiaram a competição. Maracaípe foi invadida por uma legião de jovens querendo curtir a semana perto dos grandes nomes nomes do surf nacional. Tinguinha Lima, de São Paulo, venceu na Pro, e Coquinho, do Rio de Janeiro, no amador. Uma semana de competições e festas. Geraldo Cavalcanti, que organiza os eventos até hoje, junto com Ernani Bergamo da Match e Serginho da Bali, foram os responsáveis pelo sucesso do campeonato.

Muitos me perguntam porque os nordestinos são tão talentosos. Acho que a reposta está na água quente que permite ficar horas dentro d’água treinando suas manobras sem ser incomodados por roupas de borracha ou frio. Fora isso, surfam em fundos de pedra, tem Noronha do lado, e  beach breaks que permitem fazer diversos tipos de manobras. O que mais me impressiona é a velocidade que imprimem em suas pranchas.

Paulinho Porrete foi um dos melhores surfistas de Pernambuco nos anos 80.

Paulinho Porrete foi um dos melhores surfistas de Pernambuco nos anos 80.

Nos anos 80 muitos arrepiavam. Vou começar por Pernambuco porque foram caras que acompanhei mais de perto. Tenho que iniciar minha lista por Paulinho Porrete. Extremamente talentoso, tinha uma linha de surf muito bonita. Tanto de front quanto de back, sua maneira de surfar era impecável. Junto com seu companheiro, e amigo, Zezito Barbosa, faziam uma dupla vencedora em competições pernambucanas e nordestinas. Zezito era uma máquina de competição. Rápido e habilidoso, foi o vencedor da final memorável do Circuito Realce. Era um competidor que arriscava muito e errava pouco. Claudio Marroquim também fazia parte desse seleto grupo de vencedores. Surfava com muita pressão e versatilidade. Suas manobras me impressionavam muito. Continua em forma, sendo campeão brasileiro master da sua categoria. Peguei umas ondas com ele na Pedra Preta, semana passada, e pude constatar que ainda está arrebentando.

Claudio Marroquim em ação no brasileiro master da CBS. Foto: Divulgação

Claudio Marroquim em ação no brasileiro master da CBS. Foto: Divulgação

Zezito Barbosa surfando no Boldró, Fernando de Noronha em 80 e Tal. Foto: Nelson Veiga

Zezito Barbosa surfando no Boldró, Fernando de Noronha, em 80 e Tal. Foto: Nelson Veiga

Continuando a lista de grandes nomes do surf pernambucano, Fábio Quencas era um monstro. Habilidoso nas marolas, quebrava nas ondas grandes. Foi um dos surfistas mais completos que já conheci. Talvez o surfista com o maior potencial da época. Venceu uma etapa organizada para brasileiros no Havai. Seu amigo de Candeias,  Zé Radiola, também tinha muito prestigio.  Quebrava muito de backside. Seu pico preferido era um fundo de pedra para esquerda impossível de ser surfado hoje em dia. Os tubarões tomaram conta da bancada . Mudou para o Guarujá para representar muito bem o estado nos eventos da ABRASP. Outro que arrepiava muito para a esquerda era Hilton do Valle. Tinha um estilo muito bonito. Suas rasgadas eram algo de empolgar. Um competidor feroz, que não se entregava.

Fabio quencas Brasileiro master 2012.foto fabriciano jr Related images: Related image Related image Related image Related image Related image Related image Related image Related imageView more Images may be subject to copyright.Send feedback Fábio Quencas campeão da 1ª etapa do Circuito Pernambucano de Surf ... www.surfguru.com.br630 × 422Search by image O master Fabio Quencas surfou muito e ganhou a master na 1ª etapa do Pernambucano 2011 de Surf em Maracaípe - foto: Fabiana Mourato

Fabio Quencas é um dos maiores nomes da história do surf pernambucano. Um surfista completo.   foto: fabriciano jr

Eraldo Gueiros e Carlos Burle, meus amigos e companheiros nesta década, foram referência do nordeste no Circuito Brasileiro da ABRASP. Fizeram parte dos Top 16 por alguns anos. Tive o prazer de ser técnico dos dois por um bom tempo. Surfavam qualquer tipo de onda com a mesma maestria. Eraldo tinha um pouco mais de pressão, mas menos competitividade. Mudaram seus rumos e se tornaram dois surfistas internacionais em ondas grandes. Fizeram uma dupla de sucesso no Tow In, quebrando recordes e alcançando o pódio em várias competições. Burle ainda está representando o Brasil em competições da WSL Big Waves. Acabou de ficar em quarto lugar na etapa do México, com ondas de 15 a 18 pés.

Eraldo Gueiros e Carlos Burle fizeram seus nomes surfando ondas grandes, na remada ou no Tow In. Foto: Globo.com

Eraldo Gueiros e Carlos Burle fizeram seus nomes surfando ondas grandes, na remada ou no Tow In. Foto: Globo.com

Além dos nomes citados, posso dizer que já bati palmas para atletas que se destacaram em competições locais e nacionais levando a bandeira de PE. Walter Coelho, Napinho, Marcelo Jacques, Sávio Carneiro, Deca, Alexandre Martins, Paulinho do Derbi, Bráulio, José Antônio, José Tavares, Sergio Buarque, Marcelo Cutback, Sandro Black, Hélio Coutinho, Gerson Bambam, Clemente Coutinho, Antônio Carlos, Fabio El Loco, Xuca, Marcelo Loureiro, Ratinho, Fernando Cruel, Eduardo Fernandes, Rogerinho, Paique, Fred Barney, os irmãos Rodrigo e Diego Trajano, Kaká Campos ,Guga Roque, Luizito Almeida, Mario Neto,Paulo Smurf, Romerinho, Gustavo Aguiar, Bolinho, Paulo Tampinha, Marinho e outros que me fogem a lembrança.  Também tenho que citar alguns surfistas de alma que sempre estavam presentes nas sessões de surf. Guilherme Coutinho, Manolo, Duda e Henrique Dick, Paulo Roma, Adolfo, Luiz Godoy, Augusto Godoy, Kang, Rubro, Zé Henrique, Caverna, Alexandre Vovô, Alvaro, Guga Babu, Mauricio da Fonte, Olímpio, Chico Calango, Topó, Artur Tavares, Caneta, Albino Malta, Marlon, Beja, Bruno Pig, Rui Chapéu, Sergio Murilo, Edgar Negão, Fernando Guilherme, Fernando Murrinha, Trapa, Alexandre Gueiros,  Giorgito, Flavio Melo, Balaco, Nem Batatinha, Suíno, Biu Rodinha, Airton PB Almeida, Hiltinho, Júlio Marques, Ivan, Tenente, Caneca, Alex, Poica, Mocorongo, Ney , Edinho, Panterinha, Paulo Charuto, Baiano, Leopoldo, André Maia, Zelo, Nildinho, Lucídio, Robinho, Marcio e André Quebra Coco, Coveiro, Neno, Renato Mazzini e alguns que me fogem da memória.

Em minhas viagens para campeonatos pela região pude acompanhar de perto outros surfistas de grande qualidade. Felipe Dantas e Sergio Testinha eram os dois maiores nomes do surf potiguar e nordestino. Felipe era um competidor nato. Talvez o maior tuberider do nordeste naquela época. Já conhecia vários fundos de pedra, e suas viagens para Noronha eram constantes. Na minha opinião o primeiro surfista profissional do nordeste. Testinha era talento puro. Muita velocidade e criatividade nas manobras. Uma maquina de competição. Ganhar dele era foda. Fabio Gouveia teve muita influência desses dois atletas. Outro que pode ter influenciado Fabinho foi João Maria, da Baia Formosa. Muito humilde, e com poucas viagens, não conseguiu mostrar todo seu potencial a nível nacional. Quem o viu surfar no nordeste ficou de queixo caído. O Rio Grande do Norte tinha outros nomes de peso, mas a década foi de Felipe e Testinha. No final dos anos 80, Joca Junior e Hemerson Marinho apareceram como a renovação do surf potiguar. Os dois foram atletas do WCT e isso basta para dizer a grandeza desses atletas.

Felipe Dantas uns dos maiores tuberiders do nordeste de todos os tempos. Lagundri Bay, Nias, Indonésia. Foto: Santos Wau..

Felipe Dantas uns dos maiores tuberiders do nordeste de todos os tempos. Lagundri Bay, Nias, Indonésia. Foto: Santos Wau..

No Ceará tinham muito bons surfistas. Zorrinho, Odalto, Sarará, Picolé, e David mandavam bala na primeira metade da década. Depois Cesar Picureia foi o grande nome do estado em competições nacionais e regionais. Estilo polido, de manobras bem executadas, era um competidor frio, de muitos recursos. Em Alagoas, Carlos Pereira era o cara a ser batido. Tinha bastante versatilidade e força nas manobras. Estava sempre em Pernambuco, fazendo intercâmbio com a galera. Na Paraíba os dois atletas que me impressionavam eram amadores. Fabio Gouveia e Brainer Brito, o Mocó, destruíam nas competições de sua categoria. Em Sergipe, Saulinho estava sempre presente nas competições. Na Bahia, o número de atletas bons era muito grande. Jojó de Olivença foi o primeiro campeão brasileiro nordestino depois do surgimento da ABRASP. Porém, no começo da década Hilton Issa era O cara. Depois vieram Olimpinho, os irmão Argolo, Ricardo BC, Marcos Boi, e o próprio Jojó, que faziam a frente baiana no circuito brasileiro.

Jojó de Olivença foi o primeiro nordestino a ser campeão brasileiro de um circuito da ABRASP. Foto: Domingos Jr

Jojó de Olivença foi o primeiro nordestino a ser campeão brasileiro de um circuito da ABRASP. Foto: Domingos Jr

Gostava muito de ler a Visual Esportiva. Achava a revista a cara do começo da década. Depois veio a Fluir e fez uma frente a Visual. Era mais voltada para o surf. As duas mostravam muito do eixo Rio – SP, deixando a galera do nordeste com pouca visibilidade. Com a criação da Surf Nordeste, por Regi Galvão, os momentos dos atletas, e as competições nordestinas, passaram a ter seu espaço próprio. Até hoje Regi faz um bom trabalho de divulgação do surf da região. O Matador, jornal de surf, que trabalhei com Hélio Coutinho e Clemente Coutinho, foi outro veiculo que divulgou bem a galera de Pernambuco. Mais tarde Helinho, Clemente, Bia, e Marcelo Cartaxo, fariam o Surf Press, lider de mercado por anos em todo o nordeste. Helinho é extremamente criativo e inteligente. Ele e Regi são figuras importantíssimas na história do surf pernambucano e nordestino.

Revista Surf Nordeste em nova versão.

Revista Surf Nordeste em nova versão.

Se esqueci de alguém, ou de algum fato, me perdoem ou me ajudem lembrando de alguém ou de algo que não falei.  Meu intuito é lembrar os bons tempos que passei no nordeste, nos 80 e Tal.

De Olho no Tour – Medina atropelou em Fiji

“Medina atropelou em Fiji” é o 35º episódio do programa “De Olho no Tour” e tem como assunto a expressiva vitória de Gabriel Medina no Fiji Pro 2016.
Análises sobre o ranking, o julgamento, quem do Brasil – além de Medina – fez bonito em Cloudbreak, quem decepcionou e muito mais você pode conferir no vídeo acima que tem os comentários de Marcelo Andrade e Marcelo Boscoli e apresentação de Carlos Matias.