A aposentadoria de Kelly Slater

Por Jader Almeida

 

 

Patachia  veste pela última vez na carreira a lycra branca da World Surf League.  Anuncia sua retirada do circuito depois de julgada  sua  nota 10 na disputa da etapa californiana. Clifton James ,vulgo CJ ,também já havia anunciado  sua retirada ao final do ano .  O Campeão mundial do longínquo ano de 2001 também recebeu um julgamento perfeito na etapa do Tahiti. Ambos exibem no curriculum mais de uma década de apresentações no palco principal do esporte.

 

Você não leu errado  –  A chamada no  Título diz respeito ao 11 Vezes campeão mundial, Mr. Kelly Slater; também com mais de década de serviços prestados ao surfe.

 

Na verdade diz respeito `a natural passagem de guarda entre as gerações. Esse movimento fica evidente acompanhando a etapa de Trestles . Em excelentes condições de onda e alta performance nos movimentos, percebo que a mudança , representada no circuito por seu atleta mais jovem, o nosso Filipinho  ,  já é realidade no andar de cima do esporte. E o julgamento sofre pressões para adaptar-se  `a um novo critério (principalmente pela interação digital de “anônimos “ e “autoridades”) .

 

Mas isso é assunto para outro post , voltemos a falar de Mr. Slater. Parece que atualmente está diretamente envolvido com o grupo multinacional Kering  , com a  marca OuterKnown ; com a fabricante de pranchas Firewire , com a GoPro ,  com uma marca de sucos orgânicos , um centro de pesquisas de ondas artificias que leva seu nome, e sabe-se lá o que mais .

O Cara está jogando nas 11 .

E aí está justamente a questão : o número 11 .

 

Explico . Acostumamos a nos surpreender com  o preparo mental, o foco e competitividade do multicampeão , além de sua extraordinária capacidade de adaptação para cumprir metas.

 

Dentre as medidas adotadas pela nova estrutura proposta pela WSL ,uma delas pareceu boba ou inócua para muita gente   – a escolha de um número pessoal para estampar a camiseta de competição dos atletas .   – Marqueteira ! bradariam outros. Mas de fato ela pode ter sido bastante reveladora.

Só agora me pareceu lógico que se  o E.T. de nosso esporte se empenhasse em um novo título, escolheria de forma oportuna a camiseta de número 12 , atraindo assim simpatia  ao projeto, e não  o número que consagrou o baixinho Romário .

Seguindo o mesmo raciocínio lógico , se não contar com (ou buscar) chances reais de vitória , como sentiam-se seus antigos companheiros Fred P. e C.J. , não terá motivo nem sentido que segure Kelly no circuito, com a prancha já livre de adesivos.

 

Logo, anuncio a aposentadoria da geração Kelly Slater . Vamos sentir sua falta.

 

 

p.s : Esperando a próxima nota 10 do careca só pra ver no que vai dar.

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